Tudo são histórias de amor
amarelas e caducas,
leves e secas, dançando nos braços do vento
ao som da cidade agitada.
Hão-de guiar-me...
na inflexão da história dos nossos passos,
pelas ruas que existem em ti;
nas horas paradas das tardes de outono
para me agasalhar no teu peito.
Doce jeito de me consertar…
(folha seca caída, no chão estendida e pronta a estalar).
O meu olhar é nítido como um girassol Tenho o costume de andar pelas estradas Olhando pra direita e para a esquerda, E de vez em quando olhando para trás... E o que vejo a cada momento É aquilo que nunca antes eu tinha visto, E eu sei dar por isso muito bem... Sei ter o pasmo essencial Que tem uma criança, se ao nascer, Reparasse que nascera deveras... Sinto-me nascido a cada momento Para a eterna novidade do Mundo... (Alberto Caeiro)
terça-feira, 9 de outubro de 2018
Todas as folhas de Outono são histórias de amor
Todas as folhas amarelas e caducas
que renascem
... são histórias de amor que perfazem.
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6 comentários:
Gosto!... renascer ... sempre ...😍...
Beijinhos 🌸
Também tão frágeis, como somos todos no fundo sem querer dizê-lo.
São as folhas de outono que abandonam o seu poso, para encontrar onde calharem pousar. O vento ajuda, mas no final quase que estava destinado.
Muitas, são sim pisadas, e os seus estalares rompem na eternidade para aquela que se lançou confiante, e que caiu num chão de nadas... Um amor despedaçado.
Outras vagueiam, com certeza, ainda ao redor de onde fizeram casa mas já desposadas do seu ramo seguindo agora a brisa do vento, procurando amparo.
As sortudas no instante que se lançam caiem nos braços que as agarram, que lhas apertam docemente e levam-nas longe dali, para um qualquer lugar onde o amor fará árvore.
Na vida, tal como nas estações do ano, creio que os outonos vêm sempre para renovar! :)
Que assim seja para mim, para si e para quem estiver por bem nesta estrada da vida.
Um beijinho grande
O Outono é a metáfora dos recomeços. Das folhas secas que caem para que novas possam nascer, porém, realça o encanto dessas mesmas folhas, que douradas nos cobrem os caminhos por onde andamos.
Ver cair as folhas secas é como ver libertarem-se de nós todas as coisas que já não nos acrescentam, numa dança ao vento.
Tal como as árvores, também nós precisamos de ficar "nus" para voltarmos a florir.
Cada folha caída é um capítulo de uma nova história... :-)
Boa perspectiva :)
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