quinta-feira, 30 de setembro de 2021

Normalidade

Aquilo que mais receio no mundo é a normalidade. Dentro dela não existe progresso. Nada é mais perigoso do que a benevolência e anuência de uma sociedade, perante factos, comportamentos, acções e acontecimentos entidos e tidos como normais, num decurso transgressor e imoral da história (de um país, de um clube, de um partido, de uma instituição ou organização, de uma entidade ...).


A normalidade não incomoda, sendo esse o motivo pelo qual se aceita e institui.

quarta-feira, 1 de setembro de 2021

Quisessem os teus olhos

 

Quisessem os teus olhos nos meus
trazer o tempo que por nós nunca passava,
a história da memória que cantava
da janela debruçada sobre mim.
E eu que corava, rosa brava de jardim,
esperava pela hora de a cantar dizeres que sim.

Quisessem os teus olhos naufragar
sem pressa, nessa pressa em que te vais...
ai quem me dera assim,
ai quem me dera assim...
ser porto, ancorar os teus sinais,
ser espera e a esperar dizer que sim.

Quisessem os meus olhos nos teus
plantar de amor eternas datas,
p'la luz da sombra em serenatas
de olhares futuros onde não viste
chegar, depois de um sonho triste,
a vida toda entrelaçada.

Ai quem me dera assim...
Ai quem assim me dera...


 

A normalização como absolvição colectiva

Poucas formas de absolvição colectiva são tão eficazes como a normalização. Reconhece-se o problema, permanece visível, continua a ser comen...