Vem sentar-te comigo à beira Tejo,
futuro, que se faz tarde;
e o por do sol anoitece
no limiar de um peito que arrefece
às mãos do solstício da saudade.
O meu olhar é nítido como um girassol Tenho o costume de andar pelas estradas Olhando pra direita e para a esquerda, E de vez em quando olhando para trás... E o que vejo a cada momento É aquilo que nunca antes eu tinha visto, E eu sei dar por isso muito bem... Sei ter o pasmo essencial Que tem uma criança, se ao nascer, Reparasse que nascera deveras... Sinto-me nascido a cada momento Para a eterna novidade do Mundo... (Alberto Caeiro)
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Incorro em pasmaceira de jumêncio sempre que se abate o silêncio para lá da chuva que cai. Tudo padece, nada apetece, a apatia envaidece e ...
30 comentários:
Muito bonito.
Um excelente dia para si.
Ena amigo Corvo! Hoje voou mesmo até cá e pousou, à beira Tejo, para me crocitar um comentário :-)
Fico-lhe grata
Um dia de belos voos para si!
São mesmo muito bonitos, os seus versos. E profundos.
Só que tirando o "muito bonito" não sei dizer mais nada.
Deixe lá, eu também estou aqui às voltas para comentar um dos seus posts e não estou a conseguir arranjar palavras para o fazer.
O Corvo escreve tão, mas tão bem... E entranham-se em nós as palavras. Já li o seu blog todo!
Puxa! Tu escreves bem que se farta!
Devias tentar publicar. Já pensaste nisso?
Olha a minha Maria!! Vieste dar uma voltinha aos blogs? Apesar de te lermos a ausência, confesso que sentimos a falta do toque pessoal "Maria Mocha" nos nossos blogs :-)
Já publiquei umas coisinhas! Um livro (que foi editado através de um concurso realizado pela Artelogy. A poesia e as citações ainda hoje fazem parte de mim, a prosa que nele consta não, é muito "tenrinha" a nível literário, sendo que hoje é alvo de muitas críticas por parte da própria autora ahahaha - uns adoraram, eu critico-a em forte. Eram coisas antigas que me vi obrigada a incluir para poder ter conteúdo suficiente para poder ser editado. Mas que não têm a qualidade que eu considero necessária - porque me sei capaz de fazer e já fiz bem melhor) e vou participando anualmente na Antologia de Poesia Contemporânea - Entre o Sono e o Sonho - da Chiado Editora.
Se tenho um livro pensado? Tenho. Um sobre a Guerra Colonial, do qual tenho publicado excertos aqui no blog e que já foram alvo de destaque pela Obvious e pelo Sapo e um de Poesia. Mas é preciso que eu no fim goste realmente do que fiz. E que não me "envergonhe" por saber que posso dar mais ou fazer melhor...
Sweet. Um pôr de sol inevitavelmente nostálgico :)
Nostalgia de tempos idos transportada para um futuro, quem sabe, real! :)
Uaauu, faz lembrar um passo de tango "bem à maneira"! Parabéns, Ritinha!
O pôr do sol transmite sempre esse sentimento... a luz a dar lugar à escuridão :)
Tão certo!!! Mas depois vem a Lua, vêm as estrelas e por mais escura que a noite seja, existem sempre um pontinho de luz e mistério para te iluminar. E mesmo que não o consigas ver, sabe que ele está lá, apenas oculto para te deixar brilhar a ti. (bem lá dentro de ti)!
Muito obrigada minha querida sapinha :) Sempre tão quentinhos os comentários que aqui me trazes!
É demasiado cedo para me administrares essa ternurinha toda *_*
(tão doce!)
Eu não tenho culpa de ser doce... :) Nem sabia que havia horas para se o ser e para o não ser... Não me peças para ser ruim, porque eu disso não entendo nada. Apesar de me teres já apontado o dedo como assassina :P
Não vale cruzar comentários de posts :D
Não há uma entidade reguladora para isto?
Para a hora da doçura... não creio *_*
Entidade reguladora? Estranguladora... digo eu... que há regulamentos e estrangulamentos...! Já não se pode ser livre na sua natureza de ser doce, querem ver?
Não vale? Criaste tu o regulamento agora? Ah sua pessoa matreira!!!
Eu não crio nada. Concebo, por vezes... :)
E a menina está muito reivindicativa, para quem (re)tira vidas ;p
Delicioso!
Bom... de facto criar pressupõe fazer do zero, já para conceber, dizem ser necessário que exista, já à partida, alguma coisa que permite desenvolver essa concepção - por vezes é mesmo só a imaginação - ... portanto, sim, aceito o seu argumento, senhor sábio.
Eu só reivindico a minha liberdade de ser (seja doce, seja assassina, seja lavradora, seja coveira...) Não me venham cá regulamentar isso, nem impor horários. Sou "rebelde" em ser quem sou :)
Muito obrigada PP :) É um gosto tê-lo por aqui!
Sábia é você, menina não regulamentável :D
Não, não, não... tenho só experiência de vida (a mais para a idade) adquirida. A minha sabedoria é em grande maioria empírica, não tanto em conhecimento fundamentado.
Olá, Rita; boa-noite.
A questão é que comentar poesia não é algo que se faça de ânimo leve, como comentar um simples post. Poesia é literatura séria que exige conhecimentos de quem a lê, conhecimentos esses que não possuo.
E isso a Rita fá-lo primorosamente. O que a si lhe sobra em qualidade, a mim carece-me em quantidade. O máximo que atinjo, quando tenho a veleidade de me armar em poeta, é rimar chão com cão e se não tens sabonete lavas-te a preceito com sabão.
Daí que lamento muito, mas um "muito bonito, gostei muito" interprete-o como um extravasar de sensibilidade apreciativa
Vou colocar um post demonstrativo do que quero exemplificar, e se não for abusar de mais da sua simpatia, gostaria de saber a sua opinião.
Muito obrigado pelo generoso favor de ler o meu blog.
Fique bem e um excelente resto de noite.
Ora... não me eleve tanto a fasquia :) Em todo o caso, fico-lhe grata pelas palavras sempre tão recheadas de sentido(s) e conteúdo!
Os seus "muito bonito, gosto muito" também são poemas aqui. Como lhe disse anteriormente, poesia não não são palavras que rimam, são palavras que se sentem. Valeu amigo Corvo? :)
É com o maior gosto que lá passarei e apreciarei um novo post.
Ora essa, não me agradeça! Gostei realmente do seu blog!
Uma excelente noite para si também!
Decididamente, hoje estou muitos furos atrás ;p
Estás é pateta! Os furos são fruto das balas...
Put a smile on your face, boy!
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