Nasço eu, p’los teus braços, amanhã.
Estratosférica e profunda,
breve e oriunda de sonhos crescentes,
como a lua esta noite.
Fóssil de mim, ajusto os ossos,
a mais dura parte de quem sou
à saudade.
Baixa mar de um rio que rasgou as margens
da impossibilidade, ao nascer.
Para os lados da foz, vazante, não lhe conheço caminho
e a jusante de mim, só o teu desaguar
no lago do jardim que me dá de beber
ao coração.
Tu entraste antes de mim nas flores que ficarão
com as lembranças,
quando a névoa cerrar o caminho
e a tua mão deslizar sobre o pensamento,
colhendo o que de nós brotou:
Arte livre, inocente e múltipla,
na proa erguendo o amor.
2 comentários:
É um regresso? Se for, é em grande :-)
Inspiração do momento. Essa que ausente tem andado! Talvez queira ficar, ou talvez só tenha vindo de passagem com a chuva. (Tantas falta me fazem, ambas)!
Obrigada pela tua apresentação, Rob. Um beijinho grande.
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