quinta-feira, 26 de março de 2020

"O Amor em Estado de Sítio"

Há dias escrevi aqui algumas (várias) linhas sobre a nova rotina de coabitação das famílias vs a rotina de há duas semanas atrás , onde abordei binómios relacionais como pais/filhos ; pai/mãe ; marido/esposa ; namorado/namorada, mas também relações individuais e a fórmula, muitas vezes no singular, de se viver a dois ou em família.


Sei que soaram campainhas e sei, também, que foram vários os agradecimentos pela coragem de trazer, nesta altura, uma realidade já anteriormente fraturada (agora mais sensível), que se tenta diariamente mascarar, por incapacidade de ser assumida, mas que, afinal, é mais comum do que julgamos ser. 


Isto deve-se não só ao factor filhos e insegurança, como ao factor medo (da solidão, do desconhecido, de falhar...), ao factor económico, ao factor social e ao muito comum factor aparência, a par da habituação. Não esquecendo todas as chamadas "desculpas" que o Ser Humano habilmente descobre não só para se justificar, mas também para se convencer,  e que são, habitualmente, baseadas em factores externos e não em si mesmo. Porém, creio ser hoje bem perceptível que são as rotinas individuais quem mantém a união em diversas relações.


Posto isto, e não deixando de referir que não tenho qualquer formação em psicologia, filosofia, fenómenos emocionais ou reaccionais, estudos de comportamento humano, etc... aquilo que interpreto para além do que vou lendo sobre o tema e que sempre me interessou, é apenas baseado na minha própria sensibilidade e percepção humana.


E, por isso, deixo-vos hoje a visão de alguém (mais) credível, capaz de trazer sempre consigo (e em si) uma forma bonita de dos falar das adversidades e do lado menos romântico das situações. Porque sim, é necessário e extramanete importante sermos capazes de falar sobre.


Da autoria do Professor Eduardo Sá, "O Amor em Estado de Sítio".


 

2 comentários:

Lost disse...

É bem...

Rita PN disse...

Obrigado pela visita! Espero-te bem!

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