Somos histórias, experiências, vivências, pessoas e lugares. Diáriamente nos somamos, mesmo quando subtraímos à vida alguma coisa (necessáriamente ou contra vontade, por imposição). A cada ano que passa, alguma coisa transformamos em nós, nos outros, ao redor... e mais temos para contar.
No dia presente, dou início a mais um ano que será marcante, desdo o seu começo. Em isolamento social, com o país em estado de emergência e o mundo parado indefindamente, a gritar de dor e sofrimento.
Não esquecerei!
Longe de todos, mas com os certos no coração. E isto é mérito dos 31 que já passaram e me ensinaram a priorizar, a encontrar e saber manter por perto o que é mais certo e acrescenta.
Posto isto, que apenas serve de introdução ao meu aniversário, o que queria mesmo dizer é aquilo que a baixo vos deixo. Prém, não sem antes vos pedir que desçam ao final do post, iniciem a música e a escutem silenciosamente. Sintam-na, deixem-na entrar em vós e viagem nela e com ela, antes de viajarem comigo entre palavras. Afinal, também nós somos pequenas folhas que o vento da vida leva, trás e deposita. O dia, com alguma certeza, ficará melhor a seguir! ![]()
Tenho a idade dos lugares que conheci, das etapas que vivi, das pessoas que encontrei...
Tenho a idade de tudo quanto senti, do que só com o coração vi e com os olhos imaginei.
Tenho a idade dos sonhos que não terminam, dos poemas que me fascinam, das conversas que não findam e permanecem... em mim.
Tenho a idade das quedas que dei, das lutas onde quebrei, dos mares salgados que chorei, dos abraços onde não fiquei e dos que ficaram por dar.
Tenho a idade de tudo quanto o fôlego me tira, da verdade e da mentira, do céu, do sol e do mistério da lua que me fascina a cada noite que cai.
Tenho a idade do sorriso que se abre, do poder da mente que se expande e reage, do coração e da coragem que não encolhem... apesar do caminho.
Tenho a idade de tudo quanto não fiz, das metas que não atingi, dos amores que não amei, dos desencontros em que tropecei e das palavras (beijos sábios) cujos lábios não encontrei.
Tenho a idade de um mundo que de mim se veste, envolto em manto celeste para que não se mostre demais.
Tenho a idade de quem fui, de quem sou, de quem serei. Tenho a idade de tudo quanto trouxe e do muito que deixei. Tenho a idade de tudo o que aprendi e do muito que não sei.
Não sou dos anos que por mim passam. Sou de tudo o que passa por mim.
Sou tudo aquilo que até hoje ainda não fiz . E tudo o que, até então, não finalizei.
Sou apenas e tão somente tudo aquilo que virá.
Sou tudo o que a meu respeito ainda não se escreveu, viu, sentiu, leu ou falou. Ainda sou só um rascunho!
Rita
6 comentários:
"Não sou dos anos que por mim passam. Sou de tudo o que passa por mim." Tão sentido tudo o que escreveste. Muitos Parabéns! Um aniversário diferente, imagino, mas que só vem talvez demonstrar que aquilo que é diferente coincide com o que dificilmente conseguimos esquecer! Que tenhas um dia o mais feliz possível!
Muito obrigado pelas palavras, sempre bonitas 😊 e pela visita. É verdade, são estes momentos que mais sentido dão a tudo o que trazemos por dentro. Seja qual for a tempestade, ela vai varrer, vai devastar, mas também vai deixar o que é mais forte e verdadeiro. De resto, limpa terreno para que brotem novas flores.
Será diferente, mas não necessariamente pior, se não deixar nas mãos do exterior o que posso ser eu a fazer 😊
Um beijinho e obrigado pelos bons escritos que também nos deixas.
Muitos parabéns. Tens uma forma bonita de escrever " sou de tudo o que passa por mim"... É desse tudo fica sempre alguma coisa de bom ou menos boa , mas é isso que nos molda o carácter e nos torna capazes de dar o peito as balas, de marcar a diferença.
É assim que te vejo, é a imagem bonita que tenho de ti, por tudo o que passa nas tuas palavras.
Escolho a tua frase, podia ser outra, mas esta sensibilizou-me:
"Tenho a idade do sorriso que se abre, do poder da mente que se expande e reage, do coração e da coragem que não encolhem... apesar do caminho."
Muito obrigado pelo carinho ❤️ E pela visita também.
Concordo em absoluto, é desse tudo que somos feitos, com o seu melhor e o seu pior. É no saber usar esse tudo que somos de uma ou outra forma, mas tentando a melhor possível sempre.
Devemos sempre dar o peito nas batalhas certas... Noutras, nem devemos entrar.
Fico muito grata pela forma bonita que trás consigo e aqui me deixa.
Curiosidade: essa é a minha passagem favorita. É onde digo tudo, no menos possível.
Um beijinho ❤️
Muitos parabéns.
" sou apenas e tão somente tudo aquilo que virá."
Boa noite
Amigo,
Muito obrigado 😊
Quero crer que ainda sou só um rascunho.
Um beijinho e mantenha-se forte!
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