
Éramos, talvez crianças, sempre que as mãos se entrelaçavam e sorriam - as tuas - ao largo dos meus caracóis.
Éramos, talvez a esperança, quando o olhar se cruzava e os meus olhos me inundavam de verde mar.
Éramos, talvez rebuçados, sempre que os lábios se encontravam, na curva dos beijos roubados, ao sol poente.
Éramos, talvez a corrida, sempre que soava a partida e me acompanhavas o rosto à janela.
Éramos, talvez o amor, de mãos dadas a correr em direção à loja das guloseimas.
Éramos, talvez a vida, que só é sentida quando damos as mãos.
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