Abro os braços na extensão da noite,
envolta no silêncio que de mim se inteira.
Ensurdece-me o rasgar de pensamentos
e cega-me, na escuridão, a nitidez de uma imagem
que me arrepia o corpo, ao recordar a viagem
vivida em ti, no suspiro de um momento.
Na passividade do céu
gritam em mim os teus contornos,
traços que a nudez da madrugada esculpiu;
E eu começo onde o toque não termina,
na submissão de um instante que culmina
no desejo com que a noite me despiu…
o coração!
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