Escorrem as horas pela vidraça
molhadas, longas, salgadas
como a vida.
Perdidas.
lavadas memórias
esquecidas.
Escorrem as horas pela vidraça
e os dias rolam escadas abaixo.
Encaixo o presente
no calendário da parede ausente
e suspiro.
Respiro.
Deliro
com os anos, contra a opacidade
dos sonhos
Risonhos
que me roubaste.
Escorrem as horas pela vidraça,
e eu chovo
em ti.
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