sábado, 15 de novembro de 2025

Há sempre


Há sempre outro sol, outra estrada,

Uma improvável flor na calçada,
um abraço onde falar de amor.
Há sempre outra hora marcada,
se a vida nos foi adiada,
bateu forte e despojada 
duvidou da sua cor.
Há sempre outro chão, outra foz,
um peito onde adormecer os sonhos!
Um cais que espera por nós,
depois do breu
dos tempos sós.

Há sempre verde uma esperança
em quem, por nós, fica e avança,
para que a lua nasça e nos fascine.
Há sempre, no sabor doce da lembrança,
uma eterna e cândida herança
que o amor nos concedeu.

E se incerta a hora tardar,
Há uma luz no teu olhar
que te indica a direção.
Nos tumultos desta vida,
não há sombra nem ferida
que perdurem…
à luz mais bela e antiga
do teu nobre coração.

4 comentários:

Fox disse...

Gostei.

Rita PN disse...

Muito obrigado pela visita e pela leitura :)

Eugénio disse...

Adoro como as vezes os seus poemas parecem serpentear fluídos como rio, cheios de peixe e metáforas que podemos pescar e ler.
Um abraço
Eugénio

Rita PN disse...

Muito obrigado pelas bonitas palavras! E também pela visita e viagem neste poema, Eugénio!

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