quinta-feira, 21 de dezembro de 2023

A última a morrer

Chego-te, através do horizonte
leve, ténue e casta brisa
névoa profetisa
que te toca sem tocar.
Em tudo me sentes
em nada me vês,
mas crês que existo!
E que de longe venho
contendo arte e engenho
(não olhas para trás).

Três passos mais perto
do fim do deserto
e miragem ainda sou!
Reflectindo a imagem
de sonho e coragem
que contigo acordou.
Não páras!
Sempre adiante,
filho de um acreditar constante.
Não há tempestade que te apague.

Ao longe, o horizonte
em ti, uma fonte
onde bebes de mim
crês-me sem fim
e chamas-me Esperança!

 

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