Não me mostres o sul do olhar,
nem o caminho para lá voltar
ao entardecer.
Não me mostres o abraço da brisa
quando desliza
para lá do sonho
risonho que se guarda,
nem me mostres lugar algum
onde, em paz, não possa ficar
e sentir
sem partir a seguir,
sem que possamos chegar
à morada das coisas pequenas
que se degustam
calma e docemente,
que se vivem e entranham devagar.
Não me leves onde não possa perdurar.
2 comentários:
Maravilhoso!
Muito obrigado, caro Eugénio!
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