segunda-feira, 11 de junho de 2018

Poema a dois

Antigamente eu era eterno,
não cedia a este frio que me escalda os ossos
imperfeitos. O mundo ardia e eu fingia, que não via.
Saía, de manhã, e o dia estava sempre bonito 
como tu, à janela da verdade!
E eu sorria ao tempo nunca perdido e celebrava a virgindade de todas as coisas,
como brisa nas árvores... liberdade arrebatadora de uma alma exaltada.
Hoje, bebo whisky a goles sorvidos a compasso
por memórias salobras inscritas no meu peito sedento;
sei de cor os depois depois de todos os depois...
E os agora? Diz-me! O que é feito dos agora se depois...
se depois do agora me vou e findo?


Antigamente eu era eterno.



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