O cansaço
onde tenho casa,
à beira do náufrago verão,
chegava com o fim do dia
a bordo do teu coração;
de doçura fatigado, bebia
o que de azul se reflectia nos espelhos
e partia...
sem me deixar.
Anoitecia.
E eu vinha de longe,
- Olhos de mar a sul -
para te dar
o que em mim de brilho havia
e iluminar
a hora errante.
O cansaço
onde fiz casa,
tem na morada o teu peito...
já sem leito para me sonhar.
Espera agora, a minha dor, por ser ave...
... e voar!
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