quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Trapézio

Roçou o vento no trapézio,
quando seguia, já em pontas,
a subtileza do passo
no equilíbrio da vida...
Tombou e ficou
a dor das feridas lambidas,
quantas vezes caladas,
quantas vezes escondidas...
quantas mais vezes ardidas no ruído ensurdecedor do silêncio.
Solas gastas, pegadas despidas.
Noites soluçadas,
manhãs esquecidas, p'la calçada adormecida de sonhos...
Ao virar da rua deserta,
vinte e oito escadas para lado nenhum.



(Ainda ontem lá estava o trapézio...)


 

7 comentários:

Robinson Kanes disse...

Já cá faltavas!

É assim mesmo... Gosto!

Rita PN disse...

Tardou, mas voltei!
Obrigada por continuares a passar, apesar da minha ausência.
Um beijinho, grande Robinson.

Robinson Kanes disse...

Sempre a passar :-)

HD disse...

...quantas vezes escondida, mas sempre aparece ;)

Rita PN disse...

Quem é vivo sempre aparece :-) ehehe
A ausência foi necessária e por motivos de força maior, mas muito em breve estarei de volta, mais activamente.

Vasconcelos disse...

Bonito poema. Bom percurso verbal.
Parabéns.

Vaconcelos

Rita PN disse...

Grata pelas palavras, Sr. Vasconcelos. Um bem haja por ter passado por este cantinho.

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