Roçou o vento no trapézio,
quando seguia, já em pontas,
a subtileza do passo
no equilíbrio da vida...
Tombou e ficou
a dor das feridas lambidas,
quantas vezes caladas,
quantas vezes escondidas...
quantas mais vezes ardidas no ruído ensurdecedor do silêncio.
Solas gastas, pegadas despidas.
Noites soluçadas,
manhãs esquecidas, p'la calçada adormecida de sonhos...
Ao virar da rua deserta,
vinte e oito escadas para lado nenhum.
(Ainda ontem lá estava o trapézio...)
7 comentários:
Já cá faltavas!
É assim mesmo... Gosto!
Tardou, mas voltei!
Obrigada por continuares a passar, apesar da minha ausência.
Um beijinho, grande Robinson.
Sempre a passar :-)
...quantas vezes escondida, mas sempre aparece ;)
Quem é vivo sempre aparece :-) ehehe
A ausência foi necessária e por motivos de força maior, mas muito em breve estarei de volta, mais activamente.
Bonito poema. Bom percurso verbal.
Parabéns.
Vaconcelos
Grata pelas palavras, Sr. Vasconcelos. Um bem haja por ter passado por este cantinho.
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