domingo, 10 de janeiro de 2021

Abandono

Em terra de pouca sorte,
insípida p’las águas do pranto,
cantava o vento, correndo parado, 
memórias cansadas
ao entardecer da vida num banco
de praça, deserta e despida,
tricotando, incerta, a nudez
da memória de outrora esquecida.


E à luz da janela improvável,
na cal já gasta, esculpida,
vivia de língua amputada
o silêncio da despedida.

4 comentários:

o acumulador de nadas disse...

🖤♥️

Rita PN disse...

Concha, muito obrigado pela visita e pelo comentário. Um beijinho

Fox disse...

Gostei mto Rita.

Rita PN disse...

Muito obrigado, Fox.

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