Em terra de pouca sorte,
insípida p’las águas do pranto,
cantava o vento, correndo parado,
memórias cansadas
ao entardecer da vida num banco
de praça, deserta e despida,
tricotando, incerta, a nudez
da memória de outrora esquecida.
E à luz da janela improvável,
na cal já gasta, esculpida,
vivia de língua amputada
o silêncio da despedida.
4 comentários:
🖤♥️
Concha, muito obrigado pela visita e pelo comentário. Um beijinho
Gostei mto Rita.
Muito obrigado, Fox.
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