segunda-feira, 3 de junho de 2019

O que resta dos dias

Desaguando em silêncio,
não sou senão o que resta dos dias... 
Poeira do tempo decomposto que se devolve à terra
e me retorna,
nos incertos instantes de um poema de amor inabitado ...
Promete-me que continuarás a trazer a Primavera no peito,
para lá do sol poente
e das estradas cansadas de seguirem para lugar nenhum.
Promete-me que o absoluto dos versos que trago,
não se desviarão de ti...
Porque o caminho, esse, raramente me leva de volta a casa.

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