Desaguando em silêncio,
não sou senão o que resta dos dias...
Poeira do tempo decomposto que se devolve à terra
e me retorna,
nos incertos instantes de um poema de amor inabitado ...
Promete-me que continuarás a trazer a Primavera no peito,
para lá do sol poente
e das estradas cansadas de seguirem para lugar nenhum.
Promete-me que o absoluto dos versos que trago,
não se desviarão de ti...
Porque o caminho, esse, raramente me leva de volta a casa.
O meu olhar é nítido como um girassol Tenho o costume de andar pelas estradas Olhando pra direita e para a esquerda, E de vez em quando olhando para trás... E o que vejo a cada momento É aquilo que nunca antes eu tinha visto, E eu sei dar por isso muito bem... Sei ter o pasmo essencial Que tem uma criança, se ao nascer, Reparasse que nascera deveras... Sinto-me nascido a cada momento Para a eterna novidade do Mundo... (Alberto Caeiro)
segunda-feira, 3 de junho de 2019
O que resta dos dias
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
A normalização como absolvição colectiva
Poucas formas de absolvição colectiva são tão eficazes como a normalização. Reconhece-se o problema, permanece visível, continua a ser comen...
Sem comentários:
Enviar um comentário