Dizem-me que há outros mares, outras terras;
outras flores e searas desertas;
jardins perdidos e descobertas
nas ruas insertas do coração.
Falam-me da melancolia
no olhar da oleografia,
sempre que chove docemente,
na parede intensa da lembrança.
E revelam-me o que a poesia, de mim, não sabe
porque nela não cabe o tempo que ainda não passou…
(virá…)
Mas eu, que abraço longa a esperança
em terno jeito de criança,
hoje sorrio contigo nos olhos
para não mais me esquecer.
O meu olhar é nítido como um girassol Tenho o costume de andar pelas estradas Olhando pra direita e para a esquerda, E de vez em quando olhando para trás... E o que vejo a cada momento É aquilo que nunca antes eu tinha visto, E eu sei dar por isso muito bem... Sei ter o pasmo essencial Que tem uma criança, se ao nascer, Reparasse que nascera deveras... Sinto-me nascido a cada momento Para a eterna novidade do Mundo... (Alberto Caeiro)
segunda-feira, 26 de novembro de 2018
Para não mais me esquecer
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7 comentários:
Que esse sorriso não cesse!
Assim espero, querido PP. Espero que esteja tudo bem por aí, com alguma tranquilidade de possível. Um beijinho!
"hoje sorrio contigo nos olhos"
Lindo!
Muito obrigada amigo José! Existem pessoas que se trazem no olhar, não é?
A esperança no olhar, sempre!!! 😉🌸😚
Esperança é tudo o que nunca nos pode faltar 🍀😊
Feliz Natal.
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