segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Salvé

A todos os que deram as mãos e baixaram as armas
na calada da noite. 
A todos os que em laços se coseram
e em abraços de afeto se deram
às claves de sol dos corações cintilantes. 
A todos os ventos cruzados
que aos condenados levaram
o cheiro dos poemas da Lira de Orfeu.
Doce lamento... (sei eu),
amenizando o sofrimento das almas exiladas para lá do Estige. 
A todos os rouxinóis matinais,
atestadores matriciais 
dos amores de antigamente. 
A todos os sonetos chorados.
A todas as cartas não lidas.
A todos os esplendores gritados.
Aos beijos roubados. 
E ao ardor das despedidas.

 

- A todos quantos o amor brindou!
Saudou a vida.

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