A todos os que deram as mãos e baixaram as armas
na calada da noite.
A todos os que em laços se coseram
e em abraços de afeto se deram
às claves de sol dos corações cintilantes.
A todos os ventos cruzados
que aos condenados levaram
o cheiro dos poemas da Lira de Orfeu.
Doce lamento... (sei eu),
amenizando o sofrimento das almas exiladas para lá do Estige.
A todos os rouxinóis matinais,
atestadores matriciais
dos amores de antigamente.
A todos os sonetos chorados.
A todas as cartas não lidas.
A todos os esplendores gritados.
Aos beijos roubados.
E ao ardor das despedidas.
- A todos quantos o amor brindou!
Saudou a vida.
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