Há, por certo, o tempo certo
e a certeza em cada fim.
Há no tempo menos certo
o coração dizer que sim.
Há estradas e desvios,
barcos, velas e navios,
mar e sonhos por navegar...
à proa de recomeços,
de vitórias e tropeços,
onde a arte é caminhar.
Há lonjuras e rotas certas,
há lugares por desvendar,
há luares que não se viram,
céus ainda por chegar.
E se lua sai à noite
no seu vestido comprido
são de estrelas os teus olhos
brilho raro, destemido.
Segues certo do teu tempo
e do sol por abraçar,
do presente que te cruza
do futuro por traçar.
Abres o teu peito ao mundo
e o sorriso a quem te dás
sendo a esperança, lá no fundo,
um amor que a vida traz.
Há por certo o tempo certo
e o bater certo, enfim!
Se não é certo o que bate,
certo é: não é o fim.
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