Clandestina, a vastidão avança entre as escarpas, perturbando o ruído. Evoco o silêncio e só lhe peço que emudeça ante a canção do mar. Pelos meus atalhos, só os pés de areia descalça caminham e há um cortejo de vagas sobre os escombros do mundo.
O meu olhar é nítido como um girassol Tenho o costume de andar pelas estradas Olhando pra direita e para a esquerda, E de vez em quando olhando para trás... E o que vejo a cada momento É aquilo que nunca antes eu tinha visto, E eu sei dar por isso muito bem... Sei ter o pasmo essencial Que tem uma criança, se ao nascer, Reparasse que nascera deveras... Sinto-me nascido a cada momento Para a eterna novidade do Mundo... (Alberto Caeiro)
sexta-feira, 9 de outubro de 2020
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A normalização como absolvição colectiva
Poucas formas de absolvição colectiva são tão eficazes como a normalização. Reconhece-se o problema, permanece visível, continua a ser comen...
1 comentário:
🌹👏👏👏🌸
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