Para ver, não me bastam os olhos. É-me, com frequência, necessário fechá-los.
O meu olhar é nítido como um girassol Tenho o costume de andar pelas estradas Olhando pra direita e para a esquerda, E de vez em quando olhando para trás... E o que vejo a cada momento É aquilo que nunca antes eu tinha visto, E eu sei dar por isso muito bem... Sei ter o pasmo essencial Que tem uma criança, se ao nascer, Reparasse que nascera deveras... Sinto-me nascido a cada momento Para a eterna novidade do Mundo... (Alberto Caeiro)
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Hipoteticamente
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Incorro em pasmaceira de jumêncio sempre que se abate o silêncio para lá da chuva que cai. Tudo padece, nada apetece, a apatia envaidece e ...
2 comentários:
Quanto a mim, passo, olho e não vejo.
Para ver, tenho de parar e … reparar.
Para alguma irritação da Rosa: "Tás sempre a parar! Eu vejo tudo sem parar!"
Ditosa mulher!!!
Avô, comentário tão bom :)
Essas paragens são fruto da necessidade de ver com o lado de dentro e não só com o olhos. Parar e contemplar. Parar para observar, parar para sentir. Entendo-o bem. A dona Rosa terá a sua forma muito própria de ver, não creio é que veja tão profundamente quanto o senhor.
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