Respiro
Efémeros instantes de viagens inacabadas
onde o sonho é o meu sangue efervescente
de irrealidades reais,
Que me moldam o corpo e me despem a alma
me deslizam as vestes e me rasgam a calma
Se me dou às minhas asas…
Nem tempo tenho para morrer.
Não caibo em mim, nem nos meus braços
por mil palmos de céu abraçados,
Mares salgados entranhados
poro a poro na minha pele.
Inspirados,
esses sonhos desvendados que me navegam nas veias
ao sabor das marés palpitantes
(Que passam rés)
Do pleno estado de felicidade que sou.
Abro os olhos
Estou além…
Viajante inacabada. Incansável sonhadora. Insaciada de sentir
que o sangue que em mim corre
tem o cheiro, tem a cor e o sabor do sonho
que é ser feliz.
4 comentários:
lindo, lindo! Que bom seres uma viajante inacabada.
Muito obrigada Fashion! Que bom teres gostado! Sim, sou mesmo e estou cá desconfiada que sempre serei. Como escreveu o "meu" Pessoa: 'Tenho em mim todos os sonhos do mundo', ao que acrescento: e os das estrelas também!
Beijinhos :)
Grata pela apreciação, Malik
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