Vem sentar-te comigo à beira-Tejo,
futuro, que se faz tarde;
e o por do sol anoitece
no limiar de um peito que arrefece
às mãos do solstício da saudade.
O meu olhar é nítido como um girassol Tenho o costume de andar pelas estradas Olhando pra direita e para a esquerda, E de vez em quando olhando para trás... E o que vejo a cada momento É aquilo que nunca antes eu tinha visto, E eu sei dar por isso muito bem... Sei ter o pasmo essencial Que tem uma criança, se ao nascer, Reparasse que nascera deveras... Sinto-me nascido a cada momento Para a eterna novidade do Mundo... (Alberto Caeiro)
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4 comentários:
Um futuro que começou demasiado cedo... ;-)
Muito bonito.
Bom fim-de-semana
Demasiado cedo? Creio não ter entendido...
Muito obrigada, amigo José! Um fim de semana feliz também para si!
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