Dista-nos um quarteirão de luar
onde, na sombra, os detalhes se ensaiam,
os elementos se vestem de harmonia
e onde todas as ruas parecem regressar
ao segredo.
Há quem nos sorria,
entre frestas de portas e mesas vazias,
quando o olhar frágil se demora,
sobre o aroma nu do sopro na chávena de café.
Revelação, incompreensão e a certeza
de se estar demasiado perto do peito...
sem jeito de afastar a cadeira
e trocar de lugar com um desconhecido.
Há uma flor a nascer na calçada,
e um quarteirão de luar distancia a cidade.
Eu bebo o primeiro café
e tu deves estar a chegar:
O que é improvável também acontece.
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