Não te demores, em lugar tão longínquo, amor…
Sombra de quem?
Lança-me vapores cálidos e húmidos aromas, da terra fértil
de onde vens.
Respira-me, meu bem, o perfume das ilusões enamoradas
por onde vagueio e encalço o gozo do enlaço
das estrelas que deténs.
A cada dia mais longo, contemplo lascivamente
o ínfimo horizonte da verde espera,
para de novo tombar sob a visão imaginada
docemente, em teus bolsos transportada,
da semente mal fadada
que me detém; flor.
Pútridos passos teus…
Névoa? Fogo? Fumo ou pó?
Amor dos sonhos meus, não te demores, tão longe…
Por onde vens?
Arrasta-me e apressa-te, respiraremos juntos o inverno
que me invade a cama…
… deserta de crimes e paixão sideral.
Do lugar fúnebre das lembranças,
nada tragas!
Porque as cinzas, já findas, das histórias passadas,
arderão de novo:
corpo e alma, lenha e fogo,
ardente e louco
(a)mar…
Esse mar que só há depois de amar,
para nos queimar outra vez.
Não te demores, em lugar tão longínquo, amor…
9 comentários:
Tão intenso e belo❤
Bom domingo😘😘
Muito obrigada, Mariali 💛
Ao amor, assim se quer, mesmo que não saibamos quando e de onde vem... sonhar e saber que arderão de novo as cinzas.
Um beijinho e um domingo feliz.
Tudo no tempo certo...
Na hora certa e no momento devido. Nem atrás, nem adiante. Exatamente ali.
(Não é um poema que me retrata actualmente. Nada peço, nem apresso. Tão pouco fico vã na espera. Vou por mim e comigo. Pelos meus próprios passos. Sozinha não significa só.)
Sim, entendo, oh se entendo..
É um escalar de emoções enorme. É incrível!
Davis, muito obrigado pela leitura e por te teres deixado levar pelas emoções destas palavras! Um beijinho
Como sempre! Beijinho grande
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