Não me lembro em que tarde disseste que vinhas
ao meu encontro...
Por versos soltos e entrelinhas
no desencontro cansado das rimas
que me compõem.
Onde andarás nessa noite vazia,
descendo a rua em passo de poesia
desconcertada e enamorada de mim
deixando um rasto de canções inacabadas?
Não me lembro em que nota te vi chegar
a primeira vez...
Entre folha e caneta, o que te fez
nascer em mim?
Assim, devagarinho, a sussurrar
que ser Poeta é não ter fim,
nem princípio onde debutar.
Onde andarás nessa madrugada fria,
recôndita e fugidia
sem sede de me abraçar?
Chove em branco no meu caderno
eterno de tanto esperar ...
Não me lembro em que dia disseste que vinhas...
4 comentários:
Grande Inspiração!
"no desencanto cansado das rimas
que me compõem"
Muito obrigado, amigo!! Inimaginável é ter-me inspirado num grande momento de desinspiração!
Escolheu os meus versos favoritos deste poema, a par de "Chove em branco no meu caderno/eterno de tanto esperar ..."
Um grande beijinho
Lindo!!!
Chove em branco no meu caderno
eterno de tanto esperar ...
A dor, desilusão... muitas vezes faz- nos mover!😥😍🌸
Carla, muito obrigado!
Neste caso, não existe dor, apenas a necessidade de escrever e a demora da inspira. A chuva em branco representa isso mesmo :)
Um beijinho 😊
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