Janelas abertas,
ao azul frágil do peito expostas.
Lugar de terra e cheiro
inteiro, num só grito, ágil
como a flecha saída do arco
dos meus lábios.
Palavras abertas,
secretas nas linhas de fogo
que me lavram o pensamento.
Não falo na vida que se entorna
e retorna ao corpo
onde o silêncio se despenha
e desenha manhãs inacabadas.
Janelas abertas,
por tanto lhes querer o mundo
que insiste em entrar
p'lo azul que persiste
na tarde do meu olhar.
Lugar imaginário e concreto.
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