São traças, meu bem, quem me devora
fio a fio.
Coração rendilhado
onde moras, sem que me habites.
Memória delicada, declinada e peregrina
esparsa em luz.
Desamparado, o lado esquerdo de um homem
não traduz nem se deita sobre a dor
com que tece e enaltece a saudade,
Sem alguém que ocupe as nuvens
de passagem, num peito fustigado
e trespassado
roso, gasto, fuligem.
Meu bem são traças. São traças meu bem
que me afligem.
E o teu nome...
aberto na noite em que desperto,
fissura de silêncio e lua,
nas crateras da noite
nua.
São traças meu bem, as farsas tuas.
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