Dir-me-ão quão estranha me consideram, ou apenas diferente. No ser, no estar, nos gostos e interesses pessoais, na intensidade do que sinto e como sinto, na simplicidade com que visto o coração e a alma inquieta. Dir-me-ão quão estranha sou, ou apenas diferente, sempre que não me compreenderem as palavras ou até, quiçá, os silêncios. Dir-me-ão, porém, que "o sonho é uma constante da vida", mesmo que nela não trajem as palavras do Poeta. Bem sei, sabendo também que mo dirão, que oiço, leio e penso fora da minha geração: por vezes antes, outras depois, mas sempre eu... no lugar onde estou, me considero e me sinto pertencer. Sejá lá quão estranha ou diferente for...
Eles não sabem que o sonhoÉ uma constante da vidaTão concreta e definidaComo outra coisa qualquer
Eles não sabem, nem sonhamQue o sonho comanda a vidaE que sempre que um homem sonhaO mundo pula e avançaComo bola coloridaEntre as mãos de uma criança
4 comentários:
Inscreve-te no clube... Se é de gostos, neste momento escuto Ponchielli e o Capricho op. 80 para oboé com acompanhamento de piano... Nada que me orgulhar ahahahahahahah
Ahahaha obrigado por existires!! Bem-vindo ao grupo dos estranhos. Estou a ouvir orquestra, portanto estamos em sintonia. Amanhã, quem sabe, seja rock... Não sigo uma linha, a existência tem necessidades diferentes... e há diferentes formas de nos evadirmos... A Arte é sempre a minha escolha privilegiada, e dentro dela a música.
Arte é isso mesmo, reinvenção a cada momento... Bem, ontem era Acid Arab, tudo a ver :-)))))))
Absolutamente! Pronto, és cá dos meus, nunca se sabe o que será amanhã. Ontem estive numa onda de Carlos Paredes, Pedro Barroso, Manuel Freire, etc...
Enviar um comentário