terça-feira, 1 de dezembro de 2020

Eles não sabem...

Dir-me-ão quão estranha me consideram, ou apenas diferente. No ser, no estar, nos gostos e interesses pessoais, na intensidade do que sinto e como sinto, na simplicidade com que visto o coração e a alma inquieta. Dir-me-ão quão estranha sou, ou apenas diferente, sempre que não me compreenderem as palavras ou até, quiçá, os silêncios. Dir-me-ão, porém, que "o sonho é uma constante da vida", mesmo que nela não trajem as palavras do Poeta. Bem sei, sabendo também que mo dirão, que oiço, leio e penso fora da minha geração: por vezes antes, outras depois, mas sempre eu... no lugar onde estou, me considero e me sinto pertencer. Sejá lá quão estranha ou diferente for...
 
Eles não sabem que o sonho
É uma constante da vida
Tão concreta e definida
Como outra coisa qualquer
Eles não sabem, nem sonham
Que o sonho comanda a vida
E que sempre que um homem sonha
O mundo pula e avança
Como bola colorida
Entre as mãos de uma criança

 

 

4 comentários:

Robinson Kanes disse...

Inscreve-te no clube... Se é de gostos, neste momento escuto Ponchielli e o Capricho op. 80 para oboé com acompanhamento de piano... Nada que me orgulhar ahahahahahahah

Rita PN disse...

Ahahaha obrigado por existires!! Bem-vindo ao grupo dos estranhos. Estou a ouvir orquestra, portanto estamos em sintonia. Amanhã, quem sabe, seja rock... Não sigo uma linha, a existência tem necessidades diferentes... e há diferentes formas de nos evadirmos... A Arte é sempre a minha escolha privilegiada, e dentro dela a música.

Robinson Kanes disse...

Arte é isso mesmo, reinvenção a cada momento... Bem, ontem era Acid Arab, tudo a ver :-)))))))

Rita PN disse...

Absolutamente! Pronto, és cá dos meus, nunca se sabe o que será amanhã. Ontem estive numa onda de Carlos Paredes, Pedro Barroso, Manuel Freire, etc...

Hipoteticamente

Dista-nos um quarteirão de luar onde, na sombra, os detalhes se ensaiam, os elementos se vestem de harmonia e onde todas as ruas parecem reg...