Aquilo que mais receio no mundo é a normalidade. Dentro dela não existe progresso. Nada é mais perigoso do que a benevolência e anuência de uma sociedade, perante factos, comportamentos, acções e acontecimentos entidos e tidos como normais, num decurso transgressor e imoral da História (de um país, de um clube, de um partido, de uma instituição ou organização,...).
A normalidade não incomoda, sendo esse o motivo pelo qual a mesma se aceita e institui.
O meu olhar é nítido como um girassol Tenho o costume de andar pelas estradas Olhando pra direita e para a esquerda, E de vez em quando olhando para trás... E o que vejo a cada momento É aquilo que nunca antes eu tinha visto, E eu sei dar por isso muito bem... Sei ter o pasmo essencial Que tem uma criança, se ao nascer, Reparasse que nascera deveras... Sinto-me nascido a cada momento Para a eterna novidade do Mundo... (Alberto Caeiro)
quarta-feira, 13 de junho de 2018
Reflectindo sobre (A)normalidade
Etiquetas:
acções,
aceitação,
comportamentos,
condescendência,
ética,
futebol,
imoral,
imoralidade,
instituíçoes,
normal,
normalidade,
orçanizações,
país,
partidos,
perigo,
política,
reflexões,
sociedade,
transgressor
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Hipoteticamente
Dista-nos um quarteirão de luar onde, na sombra, os detalhes se ensaiam, os elementos se vestem de harmonia e onde todas as ruas parecem reg...
-
Esperei por ti ao pé da ponte florida, na esperança vã enfeitada se adentro p'lo mar dos meus olhos, te visse vinte e oito passos apres...
-
Vem sentar-te comigo à beira Tejo, futuro, que se faz tarde; e o por do sol anoitece no limiar de um peito que arrefece às mãos do solstíci...
-
Incorro em pasmaceira de jumêncio sempre que se abate o silêncio para lá da chuva que cai. Tudo padece, nada apetece, a apatia envaidece e ...
Sem comentários:
Enviar um comentário