quarta-feira, 11 de julho de 2018

Poeira d'amor

Pudesse eu ser grão de poeira infinita
e caber, inteira, nos intervalos curtos
do tempo lotado que nos roubou a vida...

Pudesse eu ser partícula de estrelas
e preencher o manto negro derramado
sobre o já cansado e inabitado
espaço livre do teu céu...

Pudesse eu caber inteira
no vácuo da pressa do relógio
que se esgota sem nos levar
à plenitude da calma,
p'las asas da alma,
ao refúgio do amor. 

Pudesse eu ser grão de poeira infinita
e caber, inteira, em ti...

5 comentários:

HD disse...

Pudéssemos nós ocupar um espaço maior que o nosso pensamento... :-)

Rita PN disse...

Sendo o pensamento uma vastidão, a roçar o infinito, tal como o amor, quando nasce, seria perfeito que, duas almas juntas preenchessem o universo.

HD disse...

Eh pá... tão lindo *_*

cheia disse...

Pudéssemos nós caber num infinito olhar!

Rita PN disse...

Pudéssemos...
E, por vezes, pudesse o infinito caber em nós...

Hipoteticamente

Dista-nos um quarteirão de luar onde, na sombra, os detalhes se ensaiam, os elementos se vestem de harmonia e onde todas as ruas parecem reg...