Cala-te. Por favor cala-te.
Que impere o silêncio!
Pára. Por favor pára.
Só a bonança
Desta dança
Que é viver.
Sossega...
Peço-te eu.
E tu sem me ouvir
Aceleras noite e dia
Nessa tão estranha euforia
De algo mais aprender
Conhecer
Criar
Ensinar
Fazer.
Abres-me as portas do mundo
As janelas dos sonhos
Os olhos da alma…
Desenfreada e insaciavelmente
Como quem depende de tão grande inquietude
Para me fazer ser - quem sou.
Mas hoje não. Imploro-te:
Não sejas tão perspicaz,
Não penses, não queiras, não cries, não sonhes, não sejas...
Mais do que paz.
(Essa que só o teu silêncio me traz.)
11 comentários:
Grata em sabe-lo! (:
Também gosto, e com um trabalho extra ainda podia nascer uma letra para uma música...
Bom dia meu caro Robinson!
Já ouve um tempo em que ponderei escrever letras para músicas, tudo porque uma banda de amigos musicalizou um poema da minha autoria.
Mas este... Nunca o olhei com esses olhos, nem o ouvi com outros ouvidos. Mas tu podes muito bem ser mais dotado que eu nessa área (e és, por certo).
Às vezes também entramos no torvelinho do outro por querermos par(tilh)ar um momento
Ahahaha verdade! Se o que sentimos é comum aos demais, é a prova de que somos humanos e não máquinas.
(Ressalvo que as máquinas não sentem, nem são dotadas de emoções e raciocínio. Quando cansadas, ou avariam, ou queimam. Não param um momento para refletir.)
A poesia tem isso, desfolha dimensões e faz intuir ao desfolhado, o que já lá estava escondido, dentro de si, coberto por elas. Sábia candura a que dali vem...
Uma vez, extremamente grata pela sua apreciação, caro José Fonseca!
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