[Canção]
Nestas ruas onde mora
a saudade que demora
no tempo que corre em mim...
sob o céu onde me deito,
por amor trago no peito
a morena do jardim.
Adiante pela praça
risonha, cheia de graça
vem andando para mim.
E p'lo sol em que me abraça
vê o homem a desgraça
de cantar amor assim.
De manhã, endiabrada
desce as escadas apressada
deixo que me cante o fim
De uma canção sem começo,
se nos braços lhe amanheço,
faço dela o meu jardim.
Saudade que já não mora
no meu peito p'la aurora
nem nela ao anoitecer.
Vem andando pela praça,
cai-me nos braços por graça
porque tinha que assim ser.
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