"Estou sempre a começar", sejam dez, dezoito, quaisquer vintes ou agora trinta e dois. Começo e, por vezes, recomeço, na força do prefixo que me agarra e me empurra para diante. Pisar linhas de partida, tantas vezes escritas na curva da imprevisibilidade da vida, não nos restitui a lugar nenhum no tempo, onde já possamos ter estado. Ao invés, adverte-nos para a necessidade de revisitar tempos e espaços (sem os reinventar ou rescrever) a fim de lhes entender sombras e luz para, assim, seguir o caminho de quem somos.
Um ano passou e tenho a sensação que muitos anos se passaram dentro dele (e com ele). De tudo aconteceu um pouco. Bom ou menos bom, não interessa agora, tanto menos à maioria.
Certo é que nos dirigimos para um lugar novo e desconhecido, sobre o qual não sabe ninguém, por mais ruído que se faça ou se ouça na caminhada que fazemos, sem que dela demos conta. Claro, há sempre tanta coisa a dizer... Trazemos todos tantas palavras barulhentas que, pasmemo-nos, nem a nós próprios nos ouvimos. Deixo falar, deixo que quase se nos ensurdeçam o peito e os olhos de ver, mas deixo, sobretudo, no meu recorrente começar, silêncio. Silêncio nos passos, silêncio por onde passo e silêncio atrás de mim. Silêncio para que pensem, para que se pense, para que consiga pensar e fazer pensar.
Novas realidades exigem novas criações, talento e pensamento, visões, caminho e recomeços.
E eu, que "estou sempre a começar", não sei ver a direito na curva do horizonte.
8 comentários:
Parabéns, minha Cara :-)
Feliz Aniversário!
Obrigada pela partilha desta bela reflexão.
Partilha maravilhosa!
Feliz aniversário e votos de tudo de bom para si
Parabéns duas vezes, pelo aniversário e pela reflexão
Muito obrigada meu caro 🙂
Muito obrigada pelas palavras, votos e apreço por esta reflexão. Um beijinho
Muito obrigada pelas palavras 😊 e também pelo apreço à mensagem que vos deixo.
Muito obrigada pelo carinho e pela leitura. É bom saber que a partilha foi positiva para vós que me visitaram aqui
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