[ Canção ]
Acende o dia, minha mãe, acende a graça
da alegria do teu rosto quando passa,
acende a noite e o luar das serenatas,
cabelos ao vento, em seu lamento, por quem cantavas.
Alaga o sonho tão risonho, minha mãe.
Acende o dia e o amor que a vida tem,
estende as asas, que são casas no meu peito,
que por defeito, se foi bem feito, te há-de guiar.
Acende a nevoa sobre o mar enamorado
do horizonte: ver-te de fronte, alumiar.
Acende a festa e a gaivota que na proa
se manifesta, dona do que resta e da Madragoa.
Minha mãe, minha mãe...
meu bem, por gente guardado.
Retrato dorido, por força vencido,
de esperança pintado.
Minha mãe, meu dia
luz que a noite trazia,
céu do meu claro olhar.
Se estrelas não brilham,
no teu colo cintilam
e me hão-de guardar.
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