domingo, 26 de maio de 2019

Entre um instante e o adiante


Parar o tempo ou inverter as cores do céu?
Entre um instante e o adiante, ficar!
Permanecer e, por descuido, viver...
Ou direi, sonhar?
Sem demorar, estender as asas e voar
dentro do peito...
Planar.
Pousar levemente no enlace infinito do olhar...
E regressar à realidade da pressa do relógio 
que avança sem chegar... 
"a casa".


1 comentário:

Francisco disse...

Mas chega. Ou melhor, nunca realmente abandona o seu lar. É a partir de nós mesmos que viajamos, que sonhamos, que aprendemos e sofremos. Não saímos de casa, pudemos fazer-lhe algumas remodelações, mas nada mais que isso.
É o tempo que nunca nos chega - No sentindo de ser ínfimo, e no sentindo de não nos conseguirmos completar nele.
O relógio, esse não avança nem devagar nem depressa - O tempo é sempre o mesmo. Somos nós que ou corremos atrás dele numas alturas, ou vagarosamente o percorremos.

Parar o tempo ou inverter as cores do céu?
É o tempo quem o vai colorindo... ^^

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