Nunca a superfície do real me cativou. Ostentação, poder, riqueza, plateias, elites ou interesses de ordens diversas. Antes, sou atraída pelo que diáriamente construímos e alimentamos em nós, nos outros, mais dentro, em lugares mais profundos onde a vista não alcança. Laços. São eles que me atam ao que sou e me enlaçam ao que são (os demais, entenda-se). Lealdade, amor, respeito, fraternidade, confiança, amizade, solidariedade, tolerância, empatia, partilha e procura de tudo o que só esse caminho nos oferece.
Bem sei que a superfície nos chama, mas ensurdeço para o mundo sempre que a realidade é rasa.
O silêncio, esse, profundamente me envolve e completa. E e lá que tudo o que profundamente se sente, existe realmente.
Não me seduzem os já velhos e hipnóticos cantares de sereia.
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