sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Ciclicamente

Nem tudo o que foi deixou efetivamente de ser:
a noite que nasceu e morreu, retornou
a hora ida depressa voltou
o mundo girou no mesmo sentido
e a rotatividade dos dias manteve o calendário
de quem vive em linha reta.
Paralela:
 a sua real existência.



Redondamente enganado
exilidado
condenado

no viver mundano e redondo
de um ciclo já viciado,
vê o homem, ciclicamente,
alterarem-se as estações,
quatro quartos de emoções,
Por ele experimentados:
esperança, suor, decadência e lágrimas.
Retornados.


Assim se nasce
assim se vive
assim se envelhece
a assim se morre.

Ciclicamente:
a vida.


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