Nem tudo o que foi deixou efetivamente de ser:
a noite que nasceu e morreu, retornou
a hora ida depressa voltou
o mundo girou no mesmo sentido
e a rotatividade dos dias manteve o calendário
de quem vive em linha reta.
Paralela:
a sua real existência.
Redondamente enganado
exilidado
condenado
no viver mundano e redondo
de um ciclo já viciado,
vê o homem, ciclicamente,
alterarem-se as estações,
quatro quartos de emoções,
Por ele experimentados:
esperança, suor, decadência e lágrimas.
Retornados.
Assim se nasce
assim se vive
assim se envelhece
a assim se morre.
Ciclicamente:
a vida.
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