Do primeiro andar dos meus sonhos, sobre o íntimo da manhã que se abre sobre as asas livres e flutuantes dos pardais, vai a minha esperança, por distância ao coração exposta, rumo aos lugares ainda sem nome, supostos ou por inventar; julgados impossíveis por quem ao peito não trás o querer das vertiginantes viagens infinitas, a que chamo acreditar.
O meu olhar é nítido como um girassol Tenho o costume de andar pelas estradas Olhando pra direita e para a esquerda, E de vez em quando olhando para trás... E o que vejo a cada momento É aquilo que nunca antes eu tinha visto, E eu sei dar por isso muito bem... Sei ter o pasmo essencial Que tem uma criança, se ao nascer, Reparasse que nascera deveras... Sinto-me nascido a cada momento Para a eterna novidade do Mundo... (Alberto Caeiro)
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4 comentários:
Quantos andares têm os seus sonhos?
Tantos quantos os sonhos que em mim habitam e os que ainda estão por nascer :)
Talvez não tenham número, talvez os sonhos não se numerem, apenas se sintam e sonhem.
Um beijinho amigo José!
Desde que os sonhos não fiquem no rés do chão... *_*
No rés do chão, só para dar impulso e voar :)
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