Quero querer, ou será que queria
um dia esquecer a lembrança
um dia esquecer a lembrança
que recordo quando adormeço?
A que levaste contigo para onde nunca partiste,
lugar sem nome onde presente estás
e de onde voltas,
quantas vezes eu fechar os olhos e te sentir.
Queria querer que essas viagens em que te posso ouvir,
te trouxessem no esquecimento do que nos faltou viver.
Neste tempo sem morada, nesta saudade sem ausência
em que a distância é lugar onde habito.
Fechada no baú de recordações de tecidos antigos
com que o coração se vestiu
e que jazem, agora, em farrapos de memórias que quero despir.
O que foi que deixaste quando partiste?
Ou será que não foste?
Levaste o corpo livre. Deixaste em mim a alma?
Viva.
Deambulas tu pelos dias, vazio de mim.
Nascendo de novo.
Morro eu por transbordar de ti.
Quero querer, ou será que queria
um dia...
devolver-te o tempo em que te vivi demais?
Quero querer, ou será que queria?
Antes que morra e te leve comigo, quero!
9 comentários:
Prefiro este ao Daniel Faria ,-)
Oh meu minha nossa!!! Por esta é que eu não esperava! Muito, muito obrigada Robinson :-)
Mais um...
gostei TANTO!
:-)
Muito obrigada meu doce!
"Quero crer", aliás, creio mesmo, que quem tem razão é o Rob! (sem ofensa ao poeta)
Beijinhos, querida, que quer o que queria (?!) sem crer.
Continuas a navegar-nos, de lugar em lugar, na proa da tua poesia, muito bonito :)
Muito obrigada doce amiga deste bairro :-)
Tu e o Rob são uns simpáticos para mim! Sempre com palavras de apreço!
E sim, talvez tenhas razão em "querer o que queria sem crer."
Uma beijoca!
Muito obrigada passageiro deste barco :-)
(se me notarem ausente nestes próximos dias não estranhem. Vou só ali navegar por outros mares!)
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