[ Canção ]
A vida vai feia, o vento norteia
e eu vejo-a passar!
Na troca do passo, o meu embaraço fazendo corar
o pai que assiste e a rosa que insiste
em desabrochar
no meu rosto sério, dela o mistério,
beleza do mar.
Se é azar que tenho, ressalvo e mantenho
os pés no lugar.
Ao peito conheço os sonhos e preço
de se enamorar
por saias e ventos, em dias cinzentos, a rodopiar.
Menina travessa, ao amor avessa,
não quer namorar.
Meu amor sincero, degrau onde espero
a vida mudar
as voltas ao prego, por jeito tão cego
de me deixar ficar
à esquina da rua, julgando ver nua
a minha tristeza...
Por tanta avareza, tamanha destreza
em me apaixonar.
Se a vida vai feia e o vento norteia
eu quero navegar
no seu ar matreiro, ser seu marinheiro
o mar desvendar!!
E se o pai assiste e a rosa persiste
em desabrochar,
Insisto no leme, se não há quem reme
coração de alto-mar.
2 comentários:
Belíssimo texto
Muito obrigado, Eugénio.
Enviar um comentário