Mar na pele, maré cheia
da vida que se traz e norteia
o vento, gosto lento,
sal no rosto, desatento
ao tormento da lembrança.
Para sul desce ao contrário, a avenida
sentido oposto e temporário
sobre a vida, descaindo a medo.
Ao pôr do sol ainda é cedo,
ainda é cedo
para parar.
À noite o luar pinta o azul
de frescas conversas triviais.
Banais, os rostos sinceros
contradizem os severos;
tempos escassos, habituais.
Sobe a noite a avenida
e ruma ao céu para se deitar,
os cobertores estão de fugida
é já hora de acordar.
Ao relento não deixou
o infortunio que passou...
Sentido oposto e temporário
ainda é cedo,
ainda há tempo...
Rumo ao sul, desce ao contrário.
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