quinta-feira, 8 de outubro de 2020

De igual para igual

Nus nascemos
e despojados descemos
num postremo cheiro a terra molhada.

6 comentários:

Lost disse...

E nascemos a chorar, e choram quando descemos....

Rita PN disse...

Podes não chorar quando nasces, podem ter que te induzir o choro, ou podes já nascer morto e nunca chorar.
Quanto aos mortos, não é imperativo que se chorem. Será o valor do ser humano mensurável? Existe unidade de medida para? O número de processos que choram um morto é um indicador? 40 pessoas choraram a Manuela e 10 choraram o João. O João seria inferior à Manuela? Uma vida não se mede em números, nem o seu valor depende de terceiros.

Eu sou. Tu és. Ele é. Cada um é.
Doutores, anónimos, engenheiros, sapateiros, pobres, ricos...
Todos nasceram nus. E independentemente daquilo que seja a sua jornada, nada levarão quando morrem. (Nem a vida...)
Aqui tens a igualdade na unidade. No início e no fim. O meio é mera passagem.

Lost disse...

Claro que sim, era nesse sentido.
Numa forma geral, nascem a chorar e choram quando partem.. sejam 10 ou 1000.
Como ninguém pede para nascer, e (a maioria) não pede para morrer... E é a única coisa garantida que se tem após o primeiro segundo de vida...
Nascemos e descemos, cabe a nós durante esse período ser e fazer o melhor possível..

Rita PN disse...

Não é bem esse o sentido do poema...

Lost disse...

Eu entendi.;)

Carla disse...

Verdade Rita!!! 👏😘🌸

Hipoteticamente

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