Amar não acaba...
e eu sou breve e trausente,
do peito ao jeito da lembrança
que se olvida no olhar de quem passa,
ausente de mim. Lá fora, na solidão
vagabunda dos peitos morredouros,
existem rostos, crianças antigas
pela mão da veraz honestidade
da infância perdida.
Amar não acaba...
e o meu vestido desfolhado,
a nu me deixou o peito amargurado
e singelamente desfeito,
no leito triste da prevaricação do homem
passageiro de si.
Amar não acaba...
e as paredes transbordam de mim;
no lugar de quem se foi, de quem me fui,
sentou-se a saudade ao pôr do sol,
içada pelo mistério da lua
que te abraça a janela estreita.
Amar não acaba...
e o esquecimento tudo me aviva
veloz, na pele dos recomeços,
à deriva...
O (a)mar não acaba...
E eu... com ele me findei.
5 comentários:
Ai o amor... Belo enquanto dura... Vil quando termina.
O amor que se veste de "mil faces transbordantes", parafraseando Sophia de Mello Breyner.
Nem com ele, nem sem ele...
Um beijinho e obrigada pela leitura
Se não acaba, será que sempre começa!?
Começa!
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