Junto à minha rua havia um bosque
Que um muro alto proibia
Lá todo balão caia
Toda maçã nascia
E o dono do bosque nem via
Do lado de lá tanta aventura
E eu a espreitar na noite escura
A dedilhar essa modinha
A felicidade
Morava tão vizinha
Que, de tolo
Até pensei que fosse minha
Junto a mim morava a minha amada
Com olhos claros como o dia
Lá o meu olhar vivia
De sonho e fantasia
E a dono dos olhos nem via
Do lado de lá tanta ventura
E eu a esperar pela ternura
Que a a enganar nuca me via
Eu andava pobre
Tão pobre de carinho
Que, de tolo
Até pensei que fosse minha
Toda a dor da vida
Me ensinou essa modinha
Que, de tolo
Até pensei que fosse minha.
Chico Buarque
7 comentários:
Meu Chico! ADORO!!!
Os amores ternos do Chico... :-)
Que nos faz enternecer também :-)
Eu sabia que tinhas bom gosto
Então com a sua música... :-)
É maravilhosa, alimenta a alma :-)
Este sábado foi a minha companhia na viagem até Porto Covo. Dois paraísos, um físico, outro espiritual.
Há dias em que só isso nós faz continuar...
Que doce companhia, num paraíso de local :-)
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