
Fomos centenas, os cidadãos que silenciosa, ordeira e respeitosamente, acolhemos o Sr. Presidente da República, Professor Marcelo Rebelo de Sousa, na sua visita oficial à trigésima quarta Ovibeja.
Unidos por uma causa comum, em prol do desenvolvimento da cidade e respectiva região.
+Acessibilidades
+Desenvolvimento
+Aeroporto
+Comboio
+Saúde
Obrigada a todos os que se mobilizaram, porque #BEJAMERECE+
De seguida, deixo-vos as causas e os fundamentos que, ao longo dos anos, têm desencadeado as nossas mais diversas reivindicações.
- Comboios e eletrificação da linha férrea:
O comboio chegou a Beja no ano de 1864, desde aí e até ao ano de 2004, a ligação a Lisboa era feita de forma indireta. A linha terminava no Barreiro, onde era feito o transbordo de barco até à capital.
A partir desse ano e após a entrada em funcionamento da linha ferroviária na Ponte 25 de Abril, tiveram início as ligações diretas ente Beja e Lisboa, confortavelmente a bordo dos comboios intercidades. Uma viagem rápida e agradável, sem o constrangimento e a demora do transbordo. Esta nova ligação não só beneficiava os habitantes da capital do Baixo Alentejo, como também dos concelhos vizinhos, caso de Cuba, Alvito e Viana do Alentejo.
Estudava em Lisboa nessa altura e recordo a lotação do comboio tantas vezes esgotada. Meio de transporte de eleição para jovens estudantes, empresários, famílias, doentes a carecer de cuidados de saúde apenas existentes na capital ou para um simples passeio.
Julgámos que o progresso havia finalmente chegado, não fosse esta mesma ligação ter sido suspensa no decorrer de maio de 2010, para não mais ser reativada.
Desde essa data até ao presente, sete são os anos em que a deslocação se faz a bordo do desconforto (e constantes avarias) de uma automotora com mais de 50 anos, até Casa Branca, onde é feito o transbordo para o intercidades da linha de Évora.
Mas o desinteresse e desvalorização da linha férrea do sul não se restringe às ligações à capital, também o ramal de Moura, que servia tanto os habitantes deste concelho, como os do concelho de Serpa, foi desactivado no final do ano de 1989. Seguiu-se, em 2011, a ligação entre Beja e a Funcheira, que pôs fim à ligação férrea ao Algarve. Ligação esta que servia diversas localidades do sul do distrito.
É necessário avançar com a eletrificação da linha e retomar as ligações diretas a Lisboa, porque #BEJAMERECE+

- A26 e outras acessibilidades rodoviárias:
A A26 é outra das causas pelas quais o movimento #BejaMerece+ se debate. Uma autoestrada que deveria ligar Beja e Sines e que viu as obras paradas durante vários anos, depois das expropriações, das terraplanagens, dos viadutos e dos quilómetros já concluídos, tendo sido retomadas, de há alguns meses a esta parte, com 12 (doze) quilómetros de um troço não em autoestrada, mas em via rápida de quatro faixas sem portagens.
Segundo António Ramalho, antigo presidente das Infraestruturas de Portugal, em 2015 justificava-se a suspensão das obras, uma vez que o tráfego seria inferior a “dez mil carros por dia”.
É oportuno colocar a questão: “que tráfego justificou a construção de autoestradas como a A10, a A17 ou até mesmo a A13? E, comparativamente com 1 (um) quilómetro do Túnel do Marão, quanto custarão estes 40 (quarenta) quilómetros, em terreno claramente favorável a uma obra deste tipo?” - palavras de José Filipe Murteira, cidadão bejense e uma da vozes que integra o movimento #BEJAMERECE+ .
A degradação do IP8 que liga Beja, Ferreira do Alentejo e a A2 é notória a quem por lá circula. O número acidentes de viação aumenta, assim como tem vindo a aumentar o número de mortes neste troço.
Porque é necessário e temos direito a uma infraestrutura rodoviária segura e eficiente, é crucial concluir os 40 (quarenta) quilómetros da A26, que farão a ligação entre Beja e a A2.
IC27
Ainda segundo José Filipe Murteira, “em 2005 foi concluído o plano de impacto ambiental da ligação do IC 27 entre Alcoutim e o IP2, próximo da Trindade, documento que custou mais de 400 mil euros. São cerca de 60 (sessenta) quilómetros que faltam concluir, ligando assim os concelhos de Beja e Mértola a Alcoutim, Castro Marim e Vila Real de Santo António e melhorando também as ligações entre Évora e todo o interior a essa zona do Algarve.
De acordo com o plano, o objectivo principal para a conclusão dessa via é o «aumento das condições de segurança e a diminuição do grau de sinistralidade», tendo em conta as caraterísticas da actual ligação, a EN 122.
Os anos passaram e a obra não avançou, até que, em junho de 2012, uma fonte do governo de então, anunciou a sua suspensão definitiva, dado que o troço que falta ao IC27 se encontra «assegurado pela EN 122 e que, face à reduzida procura, essa estrada responde às necessidades existentes».
Os vários acidentes, os mortos e feridos provam que afinal, isto não é verdade e que é necessário concluir o IC 27.”


- A população jovem no Concelho e Distrito de Beja
No seguimento de um apelo ao jovens, feito através do meu perfil de facebook, tomei a liberdade de recorrer às estatisticas dos Census 2011 e divulgar os dados que considero de extrema importância:
Em 1900 (há 117 anos) eram 4982 (quatro mil novecentos e oitenta e dois) os jovens com idade superior a 15 anos a residir no Concelho de Beja, sendo 30945 (trinta mil novecentos e quarenta e cinco) em todo o distrito.
Em 1950 o número tinha duplicado e eram já 8454 (oito mil quatrocentos e cinquenta e quatro) no concelho e 53810 (cinquenta e três mil oitocentos e dez) no distrito.
Segundo este estudo, em 2011 o número de jovens a residir no Concelho de Beja caiu drasticamente para 3571 (três mil quinhentos e setenta e um) e para 15086 (quinze mil e oitenta e seis) no distrito.
Decorrido um século, a população jovem no concelho regista mínimos nunca antes vistos o que, para mim, é deveras preocupante. Muito se deve à emigração, à procura de melhores condições de vida, à falta de emprego, à reduzida oferta educativa, à pouca estabilidade para que aqui nos fixemos e possamos construir uma vida mais digna, que nos permita realizações pessoais e profissionais e futuros mais promissores.
- Aeroporto
Sobre este tema já muito se falou. Não me vou alongar, deixo-vos um pouco da minha visão, aqui.
21 comentários:
Força na/pela vossa luta!
Muito obrigada PP! Está a dar alguns frutos. Claro que é uma luta para continuar. No entanto, é uma luta ordeira, com princípios e valores, que respeita os decisores políticos e não entra em confrontos diretos, tão pouco leva a indignação em gritos para a rua. O povo alentejano é um povo pacato e respeitador, sendo a dignidade uma das nossas maiores qualidades. E é será sempre dessa forma que lutaremos por causas que nos são comuns e urgentes!
Novidades para breve :)
Muito bem :)
Adorei a qualidade da informação! :)
É necessário o saber, para se poder informar :-) Já que me chamam "ativista", que saiba justificar e defender as minhas causas ehehehe (um dia, descobri que na vida, o que me move é o saber. Aprender. Escrever. Ler. Sentir. Conhecer. Observar. Ouvir. Descobrir. Ensinar. Ajudar. Fazer. E agora, fazer o quê à miúda?)
Obrigada, meu querido HD! Sabes,
Falar por falar é como respirar apenas para não morrer.
Ativista até assenta bem, alguma forma... ;)
Respirar para não morrer não serve, nunca :D
É já o meu rótulo ;-) Mas apenas pelo que considero ser merecedor de luta.
Jamais em tempo algum! Mas anda por aí muita gente com respirar de etiqueta.É como se o ar que inspiram se vestisse de gala, numa expectativa glamourosa, de que o cartão branco à entrada lhe conceda, indubitavelmente, a salvação após o terceiro carimbo.
Sai expelido e já cansado, arrastando consigo os resíduos de uma vida fingida e os farrapos das mortalhas de cada uma das já experimentadas mortes interiores. Cheira a podre, cheira a velho, cheira a escombros e a ruínas, cheira a nada. Será que ainda recordam no ar, o cheiro e graça dos recém-nascidos? Não. Eles já não riem, como queres tu que renasçam?
E tu estás sempre em constante luta... pelas injustiças :)
Verdade... A quase tudo sou tolerante, excepto a injustiças. Mesmo sabendo que é uma guerra que não poderei vencer. No entanto, posso tentar contribuir para que o espaço em meu redor seja mais justamente vivo (incluindo pessoas, nesse espaço).
É mesmo isso, igualdade para todos :)
O que é certo é que na declaração Universal dos Direitos Humanos todos falam, mas poucos cumprem...
Ou fazem cumprir...
É por aí... Sim!
Sweet dreams!
Sweet dreams are made... of beautiful thoughts :)
Nighty nite*
Nem dúvidas tenhas tu disso!
Obrigada * :)
Manifestaram-se? :-)
Sou anti-populismo e a favor do trabalho feito. Se assim foi, parabéns!
Hum, parece-me bastante interessante. E o início das hostilidades pela via pacífica. Espero que tenham conseguido algum retorno com a vossa iniciativa, tenho de encontrar mais informação sobre vocês.
Pois é verdade td o que menciona aki, infelizmente Beja, parece esquecida do mapa! Cada vez há menos condições, prós jovens iniciarem a sua vida, pr isso, a minha filha e outros mais, foram pra capital, outros pro algarve, e pr aí fora! Prq mtas coisas k aki havia, foram transferidas pra Évora! A minha filha, costuma dizer, Beja, tá morta, morrida, matada! E tem razão! Qualquer dia tá deserta, virá cidade fantasma! Seja como fôr, Viva BEJA, viva o nosso ALENTEJO, viva os ALENTEJANOS.
Ritinha, puseste Beja em destaque, parabéns!!!
yah!!! :D Obrigada Kalila, não fosses tu e não era hoje que eu via isto! Obrigada minha querida!
Beja Merece tudo, até ser destacada pelo sapo
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